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“O Curioso Caso de Benjamin Button”, com 13 indicações ao Oscar 2009, filme erra ao narrar detalhes pouco significativos tornando-o cansativo.



O curioso de “O Curioso Caso de Benjamin Button” (The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008), em cartaz nos cinemas de todo o país, não é exatamente a história em si, mas sim a curiosidade do espectador de tentar descobrir como tudo isso irá terminar, mesmo sendo óbvio que o final será um só.

O filme é interessante do começo ao fim, a história gira em torno do personagem do título, Benjamin Button, interpretado na maior parte de sua vida por Brad Pitt, um criança que nasceu em circunstâncias incomuns, logo após o parto sua mãe acaba por falecer, seu pai inconformado com a situação e com o fato de seu filho ser uma criança totalmente diferente acaba abandonando-o na escada de um lar para idosos, lá Benjamin é acolhido por Queenie, uma mulher negra que opta por cuidar dessa criança, mesmo sendo uma criança diferente, ai você me pergunta, mas o que Benjamin tem de tão diferente? Ele nasceu com a aparência de um idoso na faixa dos 80 anos de idade, e com o passar dos anos vai rejuvenescendo. Ainda assim, é um homem como qualquer outro, que não pode parar o tempo e precisa percorrer seu caminho, vivendo a sua história ao lado das pessoas que conhece e os lugares que freqüenta durante a sua jornada. Mas sua história é, principalmente, sobre o amor, e a dificuldade de estar ao lado de uma bela mulher, Daisy, interpretada por Cate Blanchett, que envelhece enquanto ele fica mais jovem a cada dia.


Com 13 indicações ao Oscar 2009, o filme erra ao narrar minuciosamente a vida de Benjamin, incluindo detalhes poucos significativos para a história, tornando-o um filme ao mesmo tempo interessante mas também cansativo, com aproximadamente 2horas e 50minutos, porém provavelmente este seja o único erro, pois de resto o filme é um conjunto perfeito, maquiagem excelente, direção de arte magistralmente impecável, ótimo roteiro, excelentes atuações de Brad Pitt e Cate Blanchett, e uma maravilhosa direção de David Fincher, mesmo diretor de “Seven” e “Clube da Luta”.


Agora é aguardar dia 22 de fevereiro e conferir se “Benjamin Button” conseguirá a façanha de se tornar o filme com o maior número de estatuetas já ganhas, pois até então o maior número de prêmios entregues pela academia foram 11 para os filme “Bem Hur” (1959), “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (2003).

Trailer do filme: http://br.youtube.com/watch?v=p8ucIL2tLLo
Texto por: Paulo Rogério de C. Costa
Imagens: Divulgação / Warner Bros.