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Critica: "Jogos Mortais: O Final"


Enfim, um desfecho digno de terceira dimensão

Por Paulo Costa


Desde "Jogos Mortais 3" (Saw 3) lançado em 2006, que a saga de Jigsaw e seus díscipulos vinha se arrastando, as história se complicando, e nada nos surpreendia mais, a não ser a brutalidade excessiva que só vinha crescendo.

As armadilhas começaram a ficar cada vez mais terríveis, a violência gratuita estava incomodando, um exemplo de sequência desnecessária foi a cena de abertura do sexto filme lançado o ano passo, em que para sobreviver os 2 "competidores" deviam dar a maior quantidade de sua carne, o que mais "arrecadasse" pedaços de seu corpo sobreviveria, e para isso a menina simplesmente pega um machadinho e arranca um pedaço do seu braço, enquanto o cara em desespero tira uma "bifão" da barriga, e tudo isso pra que? Pra deixar o espectador enjoado e quase desistir de assisti-lo logo no ínicio, pois acredito não existir sensação mais repugnante do que ver uma cena de tortura e auto-mutilção e um bando de neuróticos numa sala de cinema se divertindo com isso.

E talvez, atendendo a pedidos, ou não, de quem apenas acompanhou a saga por curiosidade para saber aonde isso iria dar, e não apenas por todo o sadismo apresentado nos últimos filmes, a franquia chega ao fim em "Saw 3D", que aqui no Brasil chega como "Jogos Mortais: O Final" distribuido pela Imagem Filmes, em cartaz nos cinemas de todo o país desde a última sexta-feira, 05 de novembro.

No último filme da frânquia, Bobby Daggen lança um livro e prepara um DVD, explorando sua experiência de ter escapado das armadilhas de Jigsaw. Ele reúne um grupo de sobreviventes para a gravação de um programa de televisão onde todos dão depoimentos sobre os momentos terríveis que passaram. Enquanto isso, novas mortes voltam a acontecer e sentindo-se pressionada por Hoffman, a esposa de Jigsaw, Jill, decide contar a verdade para a polícia. Mas é tarde demais. Agora, um segredo de Daggen vai desencadear uma nova onda de terror e medo revelando todo o legado deixado por Jigsaw.

Enfim, um desfecho como esse é digno de terceira dimensão, e a platéia terá a oportunidade de sentir o medo mais de perto, porém o massacre ainda é explicito demais, e a cena que conta com a participação de Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, é sem dúvida uma das cenas mais tensas e pesadas do último filme.

Se você for como eu, ou seja um molenga pra esse tipo de filme, eu recomendo assisti-lo em 2D ou simplesmente não assisti-lo, dica de amigo, eu sai da sala no fim da sessão pálido, zonzo e com ansia de vômito, sensação que tive no filme anterior também.

Agora se você que se divertir e isso não te abala, veja em 3D e divirta-se com o desfecho de "Jogos Mortais: O Final", pois talvez seja sua última chance de ouvir Jigsaw dizer "Live or die, take your choice", isso se o ano que vem a Lions Gate (produtora e distribuidora dele lá fora) , não resolver criar o que chamaremos supostamente aqui no país de "Jogos Mortais: O Recomeço", afinal mais um filme, acho que nem mesmo os fãs vão aguentar.

Obs: só assista ao filme se você já viu os outros 6, se não muita coisa você não vai entender, incluindo seu desfecho.


Imagens: Divulgação/Imagem Filmes (Jogos Mortais: O Final)/Buena Vista (Jogos Mortais 3)
Trailer: Divulgação/Imagem Filmes

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