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"Anticristo"

Trier cria uma obra que causa calafrios em todos

Depois de emocionar o mundo com “Dançando no Escuro” (Dancing in the Dark, 2000) e fazer todos pensarem na sociedade atual no filme “Dogville” (2003), Lars Von Tier está de volta, mas desta vez dirigindo seu primeiro filme de terror “Anticristo” (Antichrist, Dinamarca França Alemanha Itália Polônia Suécia, 2009), que estréia hoje apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Trier prometeu e cumpriu, deixando todos em êxtase profundo com cenas de violência, sexo explicito e muita tortura.

No filme Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, interpretam Ele e Ela, um casal devastado pela morte de seu único filho que acaba por se muda para uma cabana isolada na floresta Éden, onde coisas estranhas e obscuras começam a acontecer.

Ela é uma intelectual escritora que não consegue se livrar do sentimento de culpa pela morte do filho, e Ele, um psicanalista, tentando exercer seu meio de trabalho para ajudar a esposa.

No meio de tudo começam a acontecer coisas bizarras e assustadoras revelando-se algo mais sombrio do que qualquer um possa imaginar.

Para alguns uma decepção, para outros mais uma gloriosidade de Lars Von Trier, e para Cannes muita revolta e minutos de vaia ao termino sua primeira exibição no Festival deste ano, com isso “Anticristo” já havia dado um aviso por si próprio, ou seja, Trier criou mais uma obra onde você vai amar ou odiar, sem meio termo, e desta vez eu prefiro não expor minha opinião particular.


Trailer do filme:


Imagens: Divulgação/California Filmes
Texto: Paulo Costa