Nos cinemas

Uma das melhores adaptações já feitas para o cinema, intrigante, fascinante e simplesmente magistral
Por Paulo Costa

Quando anunciam que mais um livro será adaptado para a telona, sobe um friozinho na espinha e mais uma vez aquela dúvida: Será que vai ser tão bom quanto o livro? "Os Homens que não Amavam as Mulheres" (Män Som Hatar Kvinnor), que estréia neste final de semana, é simplesmente sensacional, onde não me resta dúvidas ao dizer que essa é uma das melhores, se não, a melhor adaptação já feita para o cinema.

Quando li o primeiro livro da série entitulada de Millennium (sim, é uma trilogia), já lançada no Brasil pela Editora Companhia das Letras, eu tentava imaginar como seria sua adaptação, e só posso dizer que fui surpreendido, o filme é comprido (aproximadamente 2h40), chega a ser cansativo, porém toda sua essência, sua trama, a vorocidade e os detalhes que são narrados surpreende com a maestria em que tudo foi transportado para as telas, a direção acerta em cheio em não esconder nada chegando a nos causar calafrios e impacto em cada cena de violência, crueldade e estupro mostrada.

Bato palmas para quem o adaptou e roterizou, assim como bato palmas em pé para a atriz Noomi Rapace, que interpretou Lisbeth Salander, personagem que se tornou minha heroina depois de ler a série, sendo transportada das páginas para as telas exatamento como eu a havia imaginado, não posso deixar de citar também a atuação de Michael Nyqvist, que também consegue interpretrar o personagem Mikael Blomkvist exatamente como é mostrado nos livros.

Tanto na literatura como no filme a trama gira em torno do desaparecimento deHarriet Vanger, desaparecida 36 anos atrás sem deixar pistas na ilha de Hedeby, um local que é quase propriedade exclusiva da poderosa família Vanger. Apesar da longa investigação policial a jovem de 16 anos nunca foi encontrada. Mesmo depois de tanto tempo seu tio decide continuar as buscas, contratando o jornalista investigativo da revista Millennium, Mikael Blomkvist, que não está em um bom momento de sua vida, enfrenta um processo por calúnia e difamação. Mas, quando o jornalista se junta a Lisbeth Salander, uma investigadora particular nada usual, incontrolável e anti social, a investigação avança muito além do que todos poderiam imaginar.

Talvez toda esse gloriosidade seja pelo simples fato de que está produção não seja Hollywoodiana, e sim uma parceria entre Suécia, Alemanha e Dinamarca, mas que para a infelicidade de todos já está sendo moldada para os padrões norte americano, e como divulgado Lisbeth será interpetada pela atriz Carey Mulligan, que este ano foi indicada ao Oscar de atriz pelo filme "Educação", conseguindo desbancar a queridinha adolescente Kristen Stewart (como Deus é bom) e também Natalie Portman (talvez um pouco velha para o personagem).

Agora é só correr para conferir este espetáculo instigante, fascinante e simplesmente magistral, e aguarda ansiosamente pelas duas continuações que recebem respectivamente os títulos nacionais "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar".





Imagens e vídeos: Divulgação / Imagem Filmes

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