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Critica "A Saga Crepúsculo: Eclipse" (Por quem não leu)

Temos um filme
Por Edu Fernandes (Cine Dude)


"A Saga Crepúsculo: Eclipse" (Twilight Saga: Eclipse) é mais um claro exemplo de fenômeno cinematográfico em que a crítica tem pouca influência no resultado das bilheterias. Não é por isso, no entanto, que o filme precise ser de baixa qualidade. Em comparação com seus antecessores, o terceiro título da franquia é de longe o melhor.


Com a direção segura de David Slade ("30 Dias de Noite"), as cenas tensas e as sequências de batalha são mais bem pensadas. Os confrontos físicos são uma parte importante do enredo e a experiência do cineasta consegue criar momentos pujantes. No entanto, em passagens mais calmas, Slade abusa da câmera nervosa.

Em "Eclipse", abre-se espaço para contar o passado de sangue quente de membros da família Cullen. Com isso, o universo de Crepúsculo é mostrado em toda sua grandeza para deleite dos fãs. Esse elemento pode até ser transformado em curtas ou média-metragens para serem incluídos como extras de DVD. Que fique claro que isso é apenas uma ideia/especulação minha, sem qualquer compromisso com o que realmente se passa pela cabeça dos produtores da franquia.

Mesmo com a atuação truncada de Taylor Lautner, as provocações de Jacob para incutir o ciúmes em Edward são outro ponto forte do filme. Aqui, e na relação entre Bella e seu pai, estão boa parte das piadas da fita.

Outro aspecto positivo está no papel de Bella na trama. Saindo do irritante posto de Olívia Palito gótica, ela ganha braveza e mais iniciativa em "Eclipse", dando mais razões para que se contem os dias para o lançamento do quarto filme – convenientemente dividido em duas partes para dar mais lucro.


Imagens e vídeos: Divulgação/Paris Filmes