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Cinema: A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1: Filme Reprodutivo
Por Edu Fernandes (Blog Cine Dude)


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Quando há um casamento, diz-se que dois viram um. No caso de A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1) em cartaz nos cinemas desde 18 de novembro, podemos ver como fazer apenas um livro virar dois filmes. Como em Harry Potter, o último volume da saga vampiresca se transforma em dois longas, mas no caso do bruxo havia história suficiente para justificar o parcelamento.


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A Saga Crepúsculo tem dois conflitos principais e as últimas adaptações cinematográficas concentram-se cada uma em uma frente diferente. Nesse filme, o foco é o triângulo amoroso Edward-Bella-Jacob. A questão dos Volturi ficará para o próximo lançamento.

A pergunta que fica é a seguinte: como fazer apenas esse assunto amoroso render quase duas horas de duração? A esperteza do filme está em resolver esse problema de forma lucrativa. Muitas cenas-videoclipe alongam a história (e o tédio de alguns) e ainda aquecem as vendas dos CDs com a trilha. São inúmeras montagens ao som de canções melosas que garantem preciosos minutos para a produção.

Eclipse passou sua mensagem contrária ao sexo pré-nupcial. Portanto, depois que Edward e Bella se casam, eles podem consumar seu amor na lua-de-mel no Rio de Janeiro (sem antes passearem pela Lapa ao som de um sambinha bem falsificado).

Desse encontro acontece uma gravidez. Assim, Amanhecer arruma espaço para seguir sua missão doutrinária e pregar contra o aborto, independente dos risco que a futura mãe corre.

Considerando a lenga-lenga e a mensagem repetitiva, Amanhecer está longe de ser o melhor filme da série, mas também não consegue ser o pior.



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