Cinema: Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras

Muita ação e mistérios numa das melhores sequências do cinema
Por Paulo Costa

Watson e Holmes numa aventura divertida e surpreendente (Divulgação/Warner Bros.)

Quando um estúdio anuncia que aquele filme que gostamos muito terá continuação, no mesmo instante ficamos ansiosos mas também apreensivos e preocupados, pois podemos enumerar as poucas sequências que ficaram tão boas ou até mesmo superiores ao seu original.

Divulgação/Warner Bros.
Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes - The Game of Shadows) que chega aos cinemas do país nesta sexta, 13, é uma dessas continuações que podemos felizmente enumerar.

Guy Ritchie, diretor responsável também pelo original, conseguiu se superar e presenteia os fãs do personagem com mais uma aventura inédita, cheia de ação e mistérios e ainda mais audaciosa que o primeiro longa lançado em 2010.

Na trama temos Robert Downey Jr. reprisando o personagem título ainda mais excêntrico e inteligente, tentando agora solucionar a morte misteriosa do príncipe herdeiro da Áustria que a principio foi apontada como suicídio. Porém Sherlock deduz que o príncipe tenha sido vitima de um assassinato, que pertence a um enorme e pretensioso quebra-cabeça criado pelo professor Moriarty, um vilão a altura de Holmes.

Misturando negócios com prazer, nosso amado detetive segue as pistas até um clube onde ele e seu irmão estão brindando a última noite de solteiro do Dr. Watson. É neste ambiente que Holmes encontra Sim, uma cartomante cigana que se envolve inconscientemente no assassinato do príncipe e faz com que ela seja o próximo alvo. Após salva-la e com muita relutância, Holmes consegue convence-la a entrar nessa incrível jornada.

A trama torna-se cada vez mais perigosa a medida que leva Holmes, Watson e Sim através do continente, da Inglaterra à Franca, passando pela Alemanha e finalmente chegando a Suíça. Mas o astuto professor Moriarty está sempre um passo à frente e constrói uma teia de destruições, parte de um gigantesco plano que, se bem sucedido, mudará o curso da história.

Jude Law também retorna a franquia como Dr. Watson e a grande surpresa é a estreia da sueca Noomi Rapace (Trilogia Millennium) como a cartomante cigana que embarca nessa aventura.

Sim, Holmes e Watson em uma das melhores sequencias de ação do filme (Divulgação/Warner Bros.)

A direção de Ritchie é ainda mais meticulosa e detalhista que no primeiro filme e manda muito bem naquilo que sabe fazer de melhor, sequências de muita ação, tiros e explosões em slowmotion, câmera lenta, com grande destaque para uma fuga dos três personagens dentro de uma floresta.


As partes técnicas mais uma vez são deslumbrantes e de encher os olhos, uma fotografia caprichada, figurinos da época espetaculares e uma excelente trilha instrumental misturada com um roteiro que consegue manter um excelente equilíbrio de mistérios e intrigas com uma excelente dose de humor, repetindo algumas boas piadas do primeiro e apresentando novos personagens, prende a atenção da plateia ao longo de seus aproximados 130 minutos sem perder o foco narrativo mantendo-se num ótimo ritmo.

O resultado final, como já dito, é uma sequência tão boa e melhor que seu anterior que deixará a todos aguardando pelo próximo filme.





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