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Resenha: WiFi Ralph - Quebrando a Internet


Sequencia da animação de 2012 é politizada, empoderada e divertida
Por Fabricia Toledo

"Detona Ralph", lançado em 2012, foi uma animação que me surpreendeu positivamente. A ideia de usar games antigos em um fliperama como pano de fundo para falar sobre amizade, coragem, busca por ser mais do que se aparenta ser e provar seu valor, foi bem-sucedida e a animação obteve grandes êxitos de público e crítica, alcançando assim sua sequência.
Em "WiFi Ralph - Quebrando a Internet", que chega aos cinemas em 03 de janeiro, Ralph, dublado por John C. Reilly e em português por Thiago Abravanel, modificou sua rotina no mundo dos games e conseguir provar que era mais que um vilão de um jogo oitentista, agora tem uma vida onde se diverte com seus amigos, sendo que Vanellope, a princesa e melhor corredora do Corrida Doce, é a melhor e mais próxima dele. E para ele a vida vai bem. Já Vanellope, dublada novamente por Sarah Silverman no original e em português pela VJ Marimoon, está cansada da rotina de sua vida e sente que poderia fazer algo além do que faz. É quando seu amigo Ralph tenta lhe ajudar com esse impasse e acaba impactando diretamente na continuidade do Reino Doce e os protagonistas precisarão se aventurar na internet para salva-lo do desligamento. E toda a aventura começa com a chegada da Internet no fliperama.

A aventura da dupla pela internet é repleta de referências ao mundo virtual que conhecemos. A criação foi comentada pelo Head de Animação da Disney, Renato dos Anjos, bem como os diretores Phil Johnston e Rich Moore, na CCXP18. Renato falou que a ideia foi reproduzir pequenos avatares de quem está se conectando a rede mundial de computadores e que este tal qual no mundo real, fizessem as nossas ações de acordo com os nossos cliques de mouse ou toques em tela, seja indo fazer um pagamento de algo em um caixa virtual, ou buscando algo na ferramenta de busca, que aliás nos rende uma cena muito boa na qual ele tenta “adivinhar” tal qual o auto complete já conhecido do Google com suas sugestões, alem do design da internet ser inspirado ao de uma placa mãe real.

Voltando a animação, temos que destacar a força feminina, desde a cena já conhecida das princesas  da Disney, que conta com o retorno de suas dubladoras originais e que protagonizam outras boas aparições no filme, até a interação da Vanellope com a nova personagem de um jogo web, Shank (dublada por Gal Gadot) que faz o contra peso feminino que a corredora precisa para entender o que ela realmente busca para si, passando pela Yesss (dublada pela Taraji P. Henson ), empresária dona de um website similar ao YouTube, que se torna a personagem que explica aquele mundo para o Ralph e o auxilia em sua busca para ajudar a Vanellope a salvar seu jogo. Vale também dizer que o longa conta com participações e muitas referências surpresas que vai encantar a todos.


Importante destacar também, que não se trata de uma reprise do roteiro do primeiro filme. Ralph precisava provar para os outros que podia ser algo a mais do que todos pensavam. A busca de Vanellope é interior. Ela busca se conhecer melhor, entender sua razão de existir.

"Wifi Ralph" é um filme sobre amizade e sobre laços. É um filme sobre o deixar ir para crescer e evoluir. É sobre empoderamento feminino. É sobre nossos vilões e medos internos. É a Disney fazendo uma animação para as novas gerações, quando mostra meninas correndo atrás de seus sonhos de ser o que quiserem, amigos apoiando decisões difíceis, mostrando o conceito de família neste novo mundo que vivemos de forma simples e palatável a todas as idades e que todos nós podemos ser vilões se não soubemos lidar com nossos sentimentos.

Veja trailer da animação a seguir:





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