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Resenha: Ed Sheeran - Divide World Tour - São Paulo, 2019



Cantor britânico brilha em show que, apesar do tamanho, pode até ser considerado intimista, tamanha interação com público. 


Passenger no momento que performava
seu maior sucesso, Let Her Go
Ed Sheeran completa 28 anos domingo, 17/02, quando estará em Porto Alegre finalizando a segunda passagem da turnê mundial de seu 3º álbum de estúdio, Divide, que também se encaminha para o final após quase 2 anos de estrada. Seus shows em São Paulo, com abertura do também britânico Passenger, foram elogiados pelos espectadores de maneira geral.

Estive presente no segundo dia de show, 14/02, primeira data aberta para compra e esgotada em poucos dias. O público era bem diverso em idade e em um Allianz Parque lotado, vibravam muito com as canções do ruivo, principalmente os hits. O palco contava com um telão dividido, que se estendia até o chão, luzes que desciam e subiam dependendo da canção interpretada além de 2 telões laterais que proporcionavam visão do palco de qualquer local do estádio. Palco pequeno, bonito e iluminado. As imagens mostradas no telão remetiam as músicas tocadas. Em "Photograph", por exemplo, desenhos de fotos eram exibidas mescladas a imagem do cantor 

Ed performando "Castle on the Hill",
musica de abertura do show
O setlist teve mudanças do dia 13 para o dia 14, onde eu particularmente senti falta de três músicas que gosto bastante: "New Man", "All The Stars" e "I See Fire" (aliás, as duas últimas gosto mais do que os filmes de qual são trilha, mas isso fica para outro momento), porém tivemos a inclusão de outra composição do cantor, "Love Yourself", faixa do álbum Purpose do canadense Justin Bieber. O medley de "Give Me Love" foi iniciado por "Kiss Me" e "Hearts Don't Break Around Here". "I’m a Mess" e a folkezinha "Nancy Mulligan" foram adicionadas ao set, deixando-o mais longo que o do dia anterior. 

Quanto a performance do cantor, acompanhado de violão e seus samples pré-gravados que aciona via pedais, segurou uma plateia de 40 mil pessoas sem falhas, com muito carisma e interações. Mesmo sem arriscar no português, conversou bastante e entre pedidos para coros e algumas histórias de carreira manteve o público junto a si, mesmo em suas canções mais lentas, que marcam a maioria de seu repertório. Em três delas em especial, "The A Team", "Thinking Out Loud" e "Perfect", tivemos belos momentos cantados em uníssono e com várias lanternas acessas. O ruivinho também arriscou no rap em alguns momentos do show, sendo um deles em uma versão diferente do hit "Don’t". O final do show, seu grande sucesso do álbum Divide, "Shape of You", levou o público a loucura, cuja a música prévia foi outro hit, "Sing" e fez aquela pausa pro bis e trocar de camisa.


Shape of You + Camisa da Seleção Brasileira de futebol
 O cantor, que para as duas músicas finais optou pelo visual clichê da camisa seleção brasileira (tal qual os shows de 2017), acrescentou uma bandeira do Brasil, que tremulou bastante animado durante a execução de "You Need Me, I Don't Need You" canção que tivemos  outro momento de "MC". "Bloodstream" e "Photograph" foram dedicados ao Valentine’s Day, o “dia dos Namorados” internacional, comemorado em 14 de fevereiro. Inclusive, a primeira, Ed fez questão de dedicar aos pais que estavam acompanhando os filhos ao show e contou uma curiosidade sobre seu pai também já ter o levado em alguns quando criança/adolescente.

Na saída, ouvi uma conversa entre alguns amigos onde um não conhecia muito o Ed Sheeran e saiu empolgado com a performance. Dizia, “conhecia bem 3 músicas, mas que show legal! É só o cara e ele manda bem, não esperava! ”. Acredito que tal qual este rapaz, muitos saíram surpreendidos. Em resumo, já astro do pop, Ed Sheeran, sabe o tamanho que atingiu e faz jus ao sucesso que alcançou, sem firulas e com o básico seu show, um homem, seu violão (e as vezes guitarra) cantando suas ótimas composições. O público saiu com sorriso no rosto. Ed também. 

Ed durante a perfomance do medley Kiss Me, Hearts Don't Break Around Here e Give me Love.























PS: Destaco a pontualidade do show. Tanto a abertura e o principal começaram exatamente em seus horários (19:45 e 21:00), permitindo que o público que fosse utilizar transporte público fosse embora com extrema tranquilidade a partir das 22:55, quando as luzes foram novamente acessas.



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