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Resenha: Aladdin


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Por Lulu Ribeiro

Quando a onda de Live-Actions atingiu a Walt Disney Studios tudo se tornou uma possibilidade. Desde a nova visão para uma das vilãs mais icônicas de suas animações a novas versões de suas princesas, os filmes tiveram alguns acertos, alguns erros notáveis também, mas nunca deixaram de ser grandes sucessos, inclusive de bilheteria. Com o passar do tempo, era de se esperar que as coisas mudassem e o estúdio fosse modelando seus filmes para serem não uma cópia do material original, mas uma versão com nome próprio.

Sinto que isso finalmente foi alcançado com "Aladdin", jé em cartaz nos cinemas brasileiros. Como fã de carteirinha da animação, estava receosa com o que estava por vir, e posso garantir que não me decepcionei. O filme de Guy Ritchie ("Sherlock Holmes" e "Snatch: Porcos e Diamantes") traz uma Agrabah, o reino em que se passa a trama, cheia de cor e influência Bollywoodiana, além de ter cenas de ação muito similares ao jogo de videogame para o Super-Nintendo e Mega Drive e claras homenagens à produção musical da Broadway.


Em relação ao elenco, devo dizer que a Jasmine de Naomi Scott ("Power Rangers") roubou a cena em diversos momentos. Forte, inteligente, apaixonada e extremamente politizada, essa nova versão da princesa ganhou inclusive sua própria música solo, Speechless, que é dividida em duas partes e tem em sua segunda performance uma das melhores cenas do filme inteiro. Mena Massoud está completamente confortável no papel principal, sendo um Aladdin natural e que transmite para o público tudo o que amamos nesse ladrão das ruas.

Com um gênio muito azul (foi a gente que pediu SIM!) Will Smith trouxe toda a sua personalidade para o maior Easter Egg ambulante do universo Disney. Com piadas incríveis, rap e muito estilo, ele segurou um papel de muita responsabilidade com total segurança e sem parecer, bem, "o Will Smith" o tempo todo.


Quanto aos pontos baixos, confesso que foram extremamente poucos. Uma das cenas mais marcantes da animação, A Whole New World, infelizmente foi uma delas, assim como o Jafar escolhido para a produção. Marwan Kenzari teve pouco tempo de tela antes das grandes reviravoltas do terceiro ato, além de que sua atuação não o vendeu completamente como o vilão que o vizir realmente é. Já a cena do dueto, pode ter sido influência do 3D, mas achei ela muito confusa e perdida, conseguindo ver na maior parte apenas nuvens e o céu escuro.

"Aladdin" me fez sair do cinema pulando igual uma criança e já querendo assistir novamente. Espero ter esse sentimento em julho com "O Rei Leão" e em outubro com "Malévola 2", próximos Live Actions da Disney. É uma grande responsabilidade seguir este filme divertido, nostálgico e único, filme que dita como as produções Live Actions devem vir a partir de agora, tendo sua voz porém honrando os clássicos sem artimanhas de roteiro óbvias.



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