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Resenha: O Sol Também É Uma Estrela


Além do romance, "O Sol Também É Uma Estrela" aborda problemas atuais
Por Estefania Goto

Geralmente quando se escuta sobre um filme baseado em um livro, sem demorar muito nos lembramos de algumas adaptações catástrofes do cinema, nacional e internacional. No entanto, depois de 2 anos da primeira adaptação para os cinemas da obra de Nicola Yoon, escritora jamaicana e americana, com o longa "Tudo e Todas as Coisas", ela volta com mais uma obra incrível "O Sol Também É Uma Estrela".

Natasha Kingsley (Yara Shahidi, "Imagine Só") uma jovem imigrante da Jamaica que se muda com a família aos oito anos de idade para o EUA na esperança de uma vida melhor. Depois de nove anos ela se transforma em uma jovem pé no chão, que adora acreditar nos fatos e na ciência e que não crê nem um pouco em destino ou sorte. Ao contrário de Daniel Bae (Charles Melton, "Riverdale") que vem de uma família tradicional coreana que mora nos EUA, sendo um filho e aluno exemplar durante sua vida inteira para as vontades dos pais sem se permitir tomar conta da sua própria vida ou seguir seus sonhos, mas sempre acreditando no destino.

Coincidência ou não, justamente no dia mais importante para ambos os caminhos deles se encontram. Natasha será deportada junto da família em menos de 24 horas e corre para fazer o possível para ficar no país quando conhece o jovem Daniel. Este, por sua vez, estava indo para um entrevista que pode decidir seu futuro quando conhece Natasha. Será que em um único dia o garoto conseguira mostrar para a Natasha o que é amor? Para saber disso é preciso conferir o filme.


Além do filme "O Sol Também É Uma Estrela" prometer um romance completo para o curto período e ser cheio de sentimentos, é quase uma missão impossível não se envolver com os problemas vividos pelos personagens com suas inseguranças, medos e indecisões. Fora outros problemas que o filme aborda como o preconceitos que as pessoas têm com diferentes raças, a pressão absurda que os pais colocam nos filhos e dificuldades que muitos imigrantes (legais e ilegais) passam pelo dia.

Uma proposta que o longa acaba imitando de outros filmes, como "Pantera Negra" e "Podres de Ricos", mas com um valor muito significativo, é o fato do elenco ser em grande parte de descendência asiática e também afrodescendente. O livro "O Sol Também É Uma Estrela" também mostra esse diferencial nas paisagens que estamos viciados e saturados em ver dos EUA e que muitas vezes são editadas para cumprir os famosos "padrões" de beleza.


O filme é um romance questionador que serve como um excelente passeio para os casais, amigos ou adolescentes. "O Sol Também é Uma Estrela" chega aos cinemas no dia 16 de maio.



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