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Play | "Raya e o Ultimo Dragão", Resenha por Jurandir Vicari



Sem perder sua essência, Disney entrega um filme maduro onde o tema principal é a confiança

Por Jurandir Vicari | Revisão: Paulo Costa


"Raya e o Último Dragão" é o mais novo filme dos estúdios Disney. Mantendo a qualidade que já conhecemos, mas se afastando do convencional, das princesas que precisam ser resgatadas ou precisam da ajuda de um príncipe, também inova ao apresentar uma história que se passa em um mundo totalmente fictício, chamado de Kumandra, ao contrário de outras obras, como por exemplo "Mulan", que é ambientado na China, "A Princesa e o Sapo" que se passa em Nova Orleans, ou então "Lilo & Stitch" no Havaí.

O enredo tem bastante ação e fantasia e nos apresenta, uma terra onde homens e dragões coexistiam de forma harmônica. É nesse mundo que protagonista Raya, e seu companheiro Tuk Tuk, tem que restaurar seu lar e trazer seu pai de volta, já que ele se transformou em pedra após ser contaminado por criaturas mágicas e pela ganância dos seres humanos.

Durante a trama, vemos a jovem passar de uma infância feliz à uma juventude sofrida. Ela batalha em diferentes países na busca da pedra de Sisu, um lendário dragão, para conseguir solucionar seus problemas, afinal a 500 anos atrás os dragões já conseguiram o feito de afastar tal mal.

Logo no início do longa percebemos que a peça principal é a confiança e como a falta dela traz problemas a coletividade. É nítido como roteiro mostra os humanos apresentando maior dificuldade em confiar uns nos outros, do que as confiança existente nas criaturas místicas. Conforme o enredo vai crescendo e Raya encontra novos companheiros de jornada, vemos o quanto é complicado para ela delegar tarefas, afinal a personagem teve sua confiança traída na infância e para ela é muito difícil estabelecer uma segurança novamente.

Ao ler esse texto, você pode achar que a Disney está bem mudada, mas não se preocupe, os personagens fofinhos e coloridos, marca registrada presente em quase todas as suas produções, que nos faz querer comprar diferentes produtos, continuam presente  e com certeza você vai querer algo relacionado ao filme. Contudo, o enredo realmente apresenta uma maturidade, apesar dos momentos onde abundam o uso de cores e da comédia, são abordados temas mais adultos e tristes, principalmente ao expor que as ações individuais podem refletir no coletivo.

Vale a pena conferir essa nova animação, que chegou a ser lançada nos cinemas antes deste segundo fechamento das salas, e que está no Disney+ através do Acesso Premium (serviço pago a parte além do valor da assinatura mensal) por R$69,90. Para quem não quiser desembolsar este valor. a boa noticia é que "Raya e o Último Dragão" estará disponível no catálogo para todos os assinantes em 23 de abril.