Menu

Cinema | Conversamos com os produtores, elenco e diretor de "Halloween Kills"
Cinema | "007 - Sem Tempo Para Morrer", por Paulo Costa
Play | Novos astros se unem ao elenco de "House of the Dragon"
Music • Cinema | Sony lança trilha sonora de "Venom - Tempo de Carnificina"
Cinema | Denis Villeneuve e Donald Mowat comentam sobre a caracterização dos personagens de "Duna"
Cinema | Universal Pictures divulga trailer do musical "Cyrano"
Cinema | Figurinista Emily Gunshor comenta minucioso trabalho em "Halloween Kills"

Play | "Rua do Medo: 1994 - Parte 1", Resenha por Jurandir Vicari




Uma ideia bacana, mas muito mal executada e sem identidade

Por Jurandir Vicari


A Netflix prometeu novos filmes ao seu catalogo e está cumprindo. Mai recente produção Original, é a primeira parte da trilogia "Rua do Medo: 1994", com as duas partes seguintes previstas para as próximas semanas.

O diretor Leigh Janiak, do recente "Jovens Bruxas: Nova Irmandade" e da série "Outcast", une o sobrenatural ao slasher, consagrado subgênero do terror que envolve psicopatas que escolhem suas vitimas aleatoriamente e já foi visto em várias e importantes obras cinematográficas como o clássico "O Massacre da Serra Elétrica" ou então as franquias "Halloween" e "Pânico".

Adaptado a partir de alguns contos de R.L. Stine, celebre autor criador da serie literária "Goosebumps", posteriormente adaptada para a TV e para os cinemas. O roteiro une muitas gororobas já saturadas em filmes de terror adolescente, o que torna o sabor quase intragável. Vemos a rivalidade entre duas cidades e uma delas repleta de assassinatos e acontecimentos bizarros.

No meio de tudo isso temos no elenco nomes conhecidos do publico jovem como Kiana Madeira ("Flash"), Olivia Scott Weich ("Modern Family"), Benjamim Flores Jr. ("Policial em Apuros") e Maya Hawke ("Stranger Things").



Ao assistir os trailers, eu fiquei bem empolgado com a ideia de uma nova saga de filme de terror teen, uma pena que ela seja mal executada. Por se tratar do inicio de uma trilogia, a introdução aos personagens deveria ser mais cuidadosa e melhor desenvolvida, contudo, são todos jogados em tela sem maiores explicações e progressão, o que faz com que o expectador não crie empatia com eles. Além disso falta uma identidade e até mesmo originalidade.

Ainda assim, o longa tem algo de interessante em meio a tanto pontos fracos ao explorar o relacionamento de Deena e Samantha. Trazer a representatividade LGBTQIA+ em uma obra tão amplamente divulgada, é um sopro de frescor em meio a tantas coisas ruins, inclusive no nosso momento atual que mais parece um filme de terror do que a realidade em si.

Com um plano de divulgação e apresentação tão ambiciosos, uma pena que a miscelânea e excesso de referências não deixa um sabor marcante ao final de 1 hora e 45 minutos de projeção, o que torna "Rua do Medo: 1994 - Parte 1" mais um filme de terror esquecível e exagerado. Ainda assim, tenho um pouco de esperança que os próximos filmes cresçam e se desenvolvam melhor, trazendo um desfecho mais empolgante do que o inicio.