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Play | "Mestres do Universo: Salvando Eternia", por Jurandir Vicari



He-Man está de volta e com ele toda a nostalgia que o personagem é capaz de trazer!

Por Jurandir Vicari


Depois de ter criticado "She-Ra e as Princesas do Poder" antes de seu lançamento lançar, ter mordido a língua e virar o maior fã da animação após assistir suas temporadas, fez com que o hype para a nova saga de He-Man só aumentasse, principalmente depois de assistir ao trailer e ter amado, já que o primeiro vídeo trazia uma prévia de toda a aura nostálgica, embalado pela clássica canção Holding Out For a Hero, de Boonie Tyler.

Mesmo sendo pouco menos ousado, a recompensa veio com o retorno de mais personagens do original, e alguns que até chegaram ter action-figures lançadas no mercado e nunca participaram da animação, como é o caso de Stinkor. Falando em colecionáveis, os famosos "brinquedos para adultos", é óbvio que tanto o desenho clássico como este novo lançamento da Netflix, tem como parte de seu objetivo realizar vendas para a Mattel, a gigante do mercado de brinquedos, mas isso de forma alguma tira o prazer de ver uma trama que pode prender um adulto saudosista ou uma criança que conhece toda uma gama de personagens fortes e diversos e pode se ver representado por He-Man, Teela, Mentor, ou qualquer outro ali inserido.

A saga "Mestres do Universo" foi exibida pela primeira vez na TV americana de 1983 a 1985, com duas temporadas de 65 episódios, e logo chegou ao Brasil sendo exibida dentro do programa Xou da Xuxa, e conquistou fãs fieis aqui e também no mundo todo. Já a nova produção terá apenas 10 episódios, 5 deles já foram disponibilizados no final de julho, e segue narrando os fatos, logo após o fim da série clássica.

A produção desse Original Netflix se assemelha em muito com outro sucesso do serviço de streaming como "Castlevania" e "Blood of Zeus". Mas o verdadeiro diferencial em "Mestres do Universo: Salvando Eternia" está em sua produção, que traz Kevin Smith, conhecido diretor de filmes mais independentes como "O Balconista" e "Dogma", que havia escrito alguns quadrinhos e dirigiu alguns episódios de seriados como "The Flash" e "Supergirl", como um grande fã de quadrinhos e dos personagens, trouxe à história um ponto de vista diferente do que estamos acostumados. Em vez de termos a narrativa pela visão do protagonista, temos a trama apresentada pelos olhos de Teela, dublada no original pela atriz Sarah Michelle Gellar, famosa por "Buffy, a Caça Vampiros" e filmes de terror adolescente dos anos 1990, como por exemplo "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado".

Nova versão apresenta a trama pelo ponto de vista de Teela | Divulgação


Em relação ao elenco de dublagem, nem nos meus melhores sonhos eu conseguiria imagina um time de vozes tão PODEROSO! Temos envolvidos no projeto Chris Wood ("Supergirl" e "The Vampire Diaries") como Príncipe Adam ou mais conhecido como He-Man. O eterno Jedi Luke Skywalker, Mark Hamill, empresta sua voz para icônico vilão Esqueleto. Liam Cunningham, o Davos de "Game of Thrones", dubla o personagem Mentor, enquanto Lena Headey, a rainha Cersei também de Game of Thrones, só poderia dar voz a personagem Maligna, braço direito de Esqueleto. O fiel parceiro de He-Man, Pacato / Gato Guerreiro é interpretado pelo ator Stephen Root, de ("True Blood", "O Escândalo" e "Tio Frank"), entre muitos outros nomes conhecidos no universo geek. O que não falta é personagem, mesmo que apareçam poucos segundos, deixando o coração dos fãs quentinhos.

"Mestres do Universo: Salvando Eternia" é emocionante, divertido e infelizmente curtinho, o que torna uma excelente escolha para maratonar. A primeira parte desta nova saga conta com 5 episódios de aproximadamente 25 minutos cada, além de um mini documentário, "Mestres do Universo: Aftershow", com aproximadamente 25 minutos, que apresenta todo um "por trás das câmeras", com direito a apresentação dos atores que dublaram a animação e curiosidades dessa nova versão.

Tenho a certeza que depois que você sair por aí gritando "Eu tenho a força!", vai relembrar toda a emoção de como éramos felizes e não sabíamos, afinal éramos uma criança que só tinha que se preocupar em tirar boas notas na escola, e não em ser "cringe", e tomar café pra aguentar os trancos do dia-a-dia e em pagar boletos.