"Batem à Porta", novo longa de M. Night Shyamalan ganha trailer intrigante
"Moonage Daydream" continua em cartaz nos cinemas brasileiro
"I Wanna Dance With Somebody" tem empolgante trailer divulgado
"Dark Web: Cicada 3301", suspense estreia no digital
Sandman: Das HQs para as telas de todo o mundo, por Jackie Cristina

Play | Resenha "Sandman", por Jurandir Vicari



Não a toa levou tantos anos para que esta produção acontecesse, pois sem dúvida temos uma das melhores adaptações de uma HQ!

Por Jurandir Vicari


Sem sombra de dúvida "Sandman" é a melhor adaptação de uma HQ, não a toa que tal transposição das páginas para as telas demorou 34 anos, desde o lançamento do primeiro quadrinho até ter seus 10 episódios disponibilizados na plataforma de streaming. Porém, por se tratar de uma adaptação tão fiel, isso torna a Produção Original Netflix uma faca de dois gumes, podendo não agrade a quem nunca leu os quadrinho. A proximidade das páginas para as telinhas, não é algo engessado, ela é orgânica, permitindo pequenas liberdades que dão um ar jovial a brilhante obra de Neil Gaiman, mantendo a sua essência.

O enredo conta a história de Morpheus e seus irmãos, os Perpétuos, Morte, Desejo, Desespero, Delirium e Destruição, mesmo que esses dois últimos nem apareçam na série, temos praticamente o mesmo script apresentado no selo adulto da DC Comics,

Sandman, também chamado de Sonho, é capturado num ritual de magia e fica aprisionado por quase um século, mas quando escapa tem muito trabalho pela frente tendo que recuperar seu poder e reconstruir seu reino. Tendo como rivais um de seus pesadelos, Lucifer, e um inimigo que arquitetou tudo e que saberemos no final de quem se trata. Vale falar que o vilão não é tão explicito nos comics. Os cenários são lindos e lúdicos, e realmente dão espaço para acreditar que só possam ser vistos em sonhos.

Os atores foram escolhidos a dedo, e vale destacar o trabalho de Kirby Howell-Baptiste, que deu um toque de doçura e suavidade a minha personagem predileta, a Morte. E fiquei surpreso ao Gwendoline Christie como Lucifer Morningstar, para quem estava acostumado a vê-la em "Game of Thrones" ou "Star Wars", vai perceber que dessa vez, ela está mais contida, mas não menos brilhante. O elenco ainda conta com Tom Sturridge como Sonho, e tem participações de nomes consagrados como Taron EgertonStephen Fry e David Thewlis, além de Mark Hamill compondo o elenco de vozes.

Se a série tem um ponto fraco, talvez seu ritmo, as vezes é muito parado, podendo incomodar alguns espectadores, fazendo-os se perder em meio a tantas explicações, deixando-os a deriva em seus devaneios, talvez por isso também vale dizer que esta não é uma daquelas séries que se deve maratonar e devorar em uma único dia, esse ritmo requer uma pausa maior entre um episódio e outro.

Confesso que estava morrendo de medo de "Sandman" ser mais uma adaptação ruim produzida pela gigante do streaming, porém, não tenho o que reclamar. Esta temporada atinge o alvo, trazendo ao grande público a história de Sandman e dos Perpétuos, agradando os fieis fãs que aguardavam ansiosamente por essa estreia e, possivelmente criando novos que vão se deliciar em adentrar a este universo.